Gestão de Negócios


 
 

Carreira: Seja Feliz fazendo o que gosta

Muito Prazer: Sou sua carreira!

Não seria muito mais fácil se nossa carreira se apresentasse dessa forma, e já fosse logo nos dizendo o que ela esperaria de nós e nos dissesse o que fazer, quando fazer e, principalmente, como fazer? Mas não!!! Ela tem que complicar e encher nossa cabeça de dúvidas... Fala sério! Ninguém merece!

Mas não se desespere, nem tudo está perdido, existem ferramentas e profissionais (*) que podem te ajudar a escolher melhor, mais rápido e de forma mais assertiva.

O ponto inicial, e mais importante, é ouvir seus instintos: mais de 80% dos profissionais de sucesso que se dizem muito realizados em sua profissão fazem aquilo que gostam e trabalham com o que se identificam. Não escolha sua profissão por modismo ou para seguir os passos de um parente ou amigo que foi bem sucedido, pois você é um indivíduo completamente diferente dos demais, único! Não importa a área escolhida, em qualquer uma delas haverá os fora de série, os muito bons, os bons e aqueles mais ou menos! Faça o que ama e será um fora de série.

Pronto! Você foi apresentado à sua carreira! Agora é hora de trabalhar, pois do céu só cai água, sob qualquer forma física.

O primeiro passo é definir onde você quer chegar dentro da carreira escolhida, e trabalhar com dois conceitos muito importantes: objetivo e metas. O objetivo é seu destino, ponto mais distante que você consegue enxergar (e lembre-se, isso é móvel, a cada vez que você se aproxima dele, já está apto a escolher algo mais ambicioso!) e metas são as etapas, os degraus necessários para chegar ao destino. Parece complexo, mas ferramentas como o “Road Map” (que te ajuda a construir sua rota, identificando tempos e recursos necessários, mas de trás para frente) funcionam muito bem como um simplificador nessa etapa.

Ok, se você já cansou, pare a leitura por aqui, pois ainda temos muito trabalho pela frente!

Agora que você sabe aonde ir, é preciso entender qual o perfil profissional e comportamental necessário para chegar lá e saber o quão distante desse perfil você está. Complicado? Imagine que você queira ser o embaixador do Brasil no Sudão: qual é a formação necessária? Quais idiomas deve-se aprender? Quais cuidados deve-se ter com a cultura local? Essas e muitas outras perguntas surgem quando se aplica a “Modelagem” e/ou “Espelhamento”, que são técnicas que comparam o perfil necessário com o perfil que você possui, e identifica a distância em que você se encontra do ponto desejado. A partir daí você tirará informação suficiente para construir seu plano de ação baseado nas suas Fortalezas (Pontos Fortes a serem potencializados), nas Oportunidades (características que servem de alavanca), Fraquezas (Pontos Fracos a serem desenvolvidos) e Ameaças (Características e comportamentos que devem ser evitados), que formam a matriz FOFA (ou SWOT em inglês).

Notou como o Sudão está muito mais próximo agora? Mas ainda não chegamos lá, há mais dois passos importantes para você carimbar esse passaporte.

O primeiro é você conhecer seu perfil comportamental, ou seja, como você se relaciona com outras pessoas, como você reage sob pressão, como se adapta ao ambiente e o que fazer para evita as armadilhas emocionais que regem as relações humanas. Existem vários tipos de assessements que traçam esse perfil, mas o que eu particularmente recomendo é o perfil DISC (Dominância, Influência, Estabilidade e Controle), em que você será, literalmente, “virado do avesso” e todas as suas características ficarão muito claras e fáceis de compreender.

Agora o pacote já está quase completo e você já sabe: quem é você, onde quer chegar, o que e quando desenvolver,  seus planos de ação, enfim... que diferença do começo do texto, não é? E o que falta, então? Fazer com que pessoas chave saibam de suas intenções e induzi-las a ajuda-lo a chegar a seu objetivo... isso se chama Networking associado com Marketing Pessoal.

A arte de encontrar as pessoas corretas e fazer uma abordagem correta é fundamental para acelerar o seu processo de crescimento rumo a seu objetivo. No exemplo dado, qual a categoria de profissionais que poderia ser vital para você? Quem, em sua rede de conhecidos poderia indicar um caminho para você se aproximar desses profissionais? Onde encontra-los? As redes sociais são, hoje, uma grande fonte de pesquisa para conexões. No âmbito profissional, o LinkedIn® é, sem dúvida uma das mais efetivas e muito poderosa, embora outras como o Facebook, Instagram, Twitter, etc também ofereçam boas oportunidades. Entretanto, é preciso muito bom senso e uma boa dose de aconselhamento para as abordagens para não romper o limite entre o networking e a invasão da privacidade, limite tênue e que pode fazer toda a diferença.

Pronto! Dirija-se ao portão de embarque e boa viagem, siga sua carreira! Mas não se esqueça de se manter alerta durante toda a sua viagem contra as armadilhas internas e externas, os riscos, ameaças e, principalmente, contra a presunção, arrogância e auto suficiência!

Luiz Totti

(*) as técnicas e ferramentas citadas nesse artigo são uma pequena amostra do que se aborda durante um processo de Coaching Pessoal e Profissional

Artigo publicado na Revista Universo Corporativo de Janeiro-Fevereiro 2013



Escrito por Luiz Totti às 17h23
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FEDEAPÁ - Festival de Desculpas que Assola o País

Sim, é uma referência escancarada ao famoso FEBEAPÁ, de Stanislaw Ponte Preta, cuja primeira versão foi lançada no ano em que fui concebido e a segunda, no ano em fui “parido”. Na obra, ele dizia que "É difícil ao historiador precisar o dia em que o Festival de Besteira começou a assolar o País”, e acho que ainda mais difícil é precisar o momento em que a desculpa (esfarrapada ou não) passou a dominar o Brasil. Aproveitando os últimos episódios divulgados na mídia, fiz um pequeno apanhado à La FEBEAPÁ das desculpas e justificativas para falhas, sejam elas esportivas, políticas, éticas ou morais (não é papel deste blogueiro julgar, mas somente apontar, discutir e traçar paralelos!!!). Então, vamos lá:

·          Infelizmente não consegui fazer uma boa competição ontem na qualificação da Olimpíada. O vento estava muito inconstante dentro da pista. Algumas vezes ajudava e algumas atrapalhava.” (Fabiana Murer, Salto com vara).

·         “Na verdade, eu errei muito a corrida, mas o salto em si estava bom. O vento foi um dos fatores de eu ter errado tanto a minha corrida”, (Jonathan Silva, salto triplo).

·         "Não digo que abalou, mas o Leandro é uma referência, e isso mexe um pouco, não tem como negar. Nós reunimos a equipe ontem para conversar e dizer que isso aqui é uma guerra, e que é assim mesmo” (Ney Wilson, da seleção de judô, ao comentar que os demais atletas sentiram a derrota do principal lutador)

·         “A gente passou por muitas coisas nesses últimos tempos, e ontem eu tive mais uma. Eu procurei me focar, mas mexe, não tem como negar. Somos muito ligados. O sofrimento de um é o sofrimento do outro”. (Daniele Hypolito, ginasta)

·         "Ela não era uma funcionária de marketing. Ela era uma bailarina. Vocacionada e preparada pelo seu pai para ser a banqueira. Ela não tinha vocação para isso (banco)", (Dias José Carlos Dias, advogado de Kátia Rabello no Mensalão)

Nos dois primeiros casos, o vento, um elemento externo, foi o considerado culpado pela falta de performance; independentemente de qualquer fator técnico que justifique (e eles estão por aí, podem googlear), é fato que os fatores externos estão nos rodeando diuturnamente, e, embora sobre eles não tenhamos controle algum, é nosso dever conhecê-los e nos prepararmos com planos contingenciais caso eles ocorram e usá-los a nosso favor. Um bom exemplo disso era a forma de pilotar de Senna sob chuva, comparativamente a Allan Prost. Ou o vídeo do Joseph Climber (quem se lembra???).

Nos casos da interferência emocional da ginástica e do judô, é óbvio que quando um colega fracassa, há uma tendência de nos sentirmos enfraquecidos e ter nossa auto confiança abalada. Mas isso também é fato corriqueiro, uma venda que se perde, um lote que se estraga, etc, e nós devemos ter absoluta convicção daquilo que estamos nos propondo a fazer, aumentar o nível de concentração e buscar a excelência outra vez.

Finalmente, no caso do advogado do mensalão (vamos desconsiderar o jogo político e as artimanhas jurídicas, vamos focar no comentário em si), há a alegação de que o erro, o desvio ocorrera por conta de uma falta de vocação para executar o que dela era esperado. Respeitadas as devidas diferenças (inclusive de ética), não é raro julgarmos pessoas pela sua falta de motivação numa família ou empresa, quando o fato é que o indivíduo, muitas vezes, não tem a menor vocação para fazer aquilo. É aqui, nesse erro de análise que residem os grandes problemas de promoções que não dão certo, pois em muitas vezes se analisa a ambição, competência, mas não a vocação. E fazer uma pessoa que tem vocação para vendas, por exemplo, se tornar um excelente contador não é tarefa fácil, concordam?

Enfim, temos que eliminar o FEDEAPÁ de nossas equipes, transformar o insucesso em algo muito positivo e construtor de um novo estágio, um outro nível. Em vez de desculpas e justificativas, uma profunda análise do que causou o problema e um plano de ação para evitar que se repita. Mas, como em tudo, cuidado com os exageros, caso contrário você ainda poderá se pegar falando como o Diego Hypólito: “Amarelei”!!!!!!

E para vocês, queridos leitores, quais foram as últimas desculpas mais esfarrapadas? E como se correlacionam com atitudes e comportamentos corporativos?



Escrito por Luiz Totti às 15h20
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Os Juros, o PIB e a Hora dos Talentos

Hoje foi divulgada a nova taxa SELIC de juros: 10,25%, uma alta de 0,75 pontos percentuais ante o último valor estipulado em Abril, que era de 9,5%. Duplo dígito, de novo! Desde que a taxa chegou a 9,3% em Junho do ano passado a taxa básica de juros estava se mantendo abaixo de 10%. O objetivo, é claro, manter a inflação sobre controle. Subindo os juros, desestimula-se o crédito e, consequentemente, o consumo, fazendo com que a economia se esfrie, reduzindo assim a possibilidade de gargalos e a alta especulativa de preços. A origem desse aumento de juros não está somente nos indicadores de inflação, que já ultrapassa 5,5% nos últimos 12 meses, mas também no forte crescimento que o Brasil apresentou no primeiro trimestre de 2010.

Ontem tivemos a confirmação do crescimento do PIB brasileiro no primeiro trimestre, com uma marca impressionante de 9% sobre o mesmo período do ano anterior. Claro, há de se dizer que em 2009 a economia estava completamente afetada pela crise global e, portanto, a base de comparação é muito frágil. Entretanto, se compararmos o primeiro trimestre com o último de 2009, também há um forte crescimento de 2,7%, o que indicaria, numa projeção linear, crescimento acima de 12% ao ano.

Os gráficos abaixo mostram a relação entre o crescimento do PIB e a ação do Banco Central com a taxa de juros.

Gráfico 1 – Crescimento do PIB comparativamente ao trimestre anterior
 

Gráfico 2 – Crescimento do PIB comparativo ao mesmo trimestre do ano anterior


 

É claro que essa realidade virtual de 12% não irá se concretizar. Levantamento da CNI feito em Abril, embora aponte um aumento na utilização da capacidade fabril, também indica uma queda de quase 5% no faturamento real dessazonalizado e de 3,4% no total de horas trabalhadas. A confiança do empresariado caiu para 66,2% após um pico de 69% no final de 2009.

Mas ainda assim o crescimento do PIB em 2010 deverá superar os 7%, ainda assim acima do PIB potencial que, para o Brasil está em torno de 4 a 5%. A boa notícia é que uma boa parte desse crescimento foi em função da Formação de capital fixo (basicamente construção civil, máquinas e equipamentos), com 7,4% sobre o final de 2009 e 26% sobre o início de 2010. Números impressionantes e que indicam que está havendo uma preparação da indústria para um crescimento de longo prazo e sustentável, o que poderá elevar o nosso PIB potencial para números mais altos e criar um ciclo virtuoso.

Enquanto isso não se converte em realidade, ainda sofreremos com a falta de boas estradas para escoar a produção, com portos despreparados para um transporte efetivo e de baixo custo e com a falta de aeroportos decentes para a ampliação dos negócios globais.

E, com um crescimento de PIB dessa magnitude, pode-se entender por que determinados setores já encontram escassez de mão de obra qualificada: a economia cresce em um ritmo maior do que a capacidade de formar profissionais diferenciados, fazendo a alegria dos Head Hunters, que trabalham freneticamente para encontrar, no mercado, os talentos para seus clientes.

Por isso, se você tem em sua equipe profissionais que fazem a diferença, é bom olhar com muito carinho a forma como você está cuidando do desenvolvimento e da carreira de cada um deles.  Se você não se importa com isso, certamente alguém irá se importar.

 



Escrito por Luiz Totti às 22h02
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