Vamos encurtar esse túnel, pessoal!

 

Esses dias escrevi sobre o fato de achar que o túnel da retração econômica estava ficando longo demais. Justo eu, um otimista juramentado e com firma reconhecida, falando em não ver solução? Eu que, no início do ano, achava que as coisas passariam a melhorar no terceiro e quarto trimestres, pregando isso aos 4 ventos (inclusive e, principalmente, para o vento do Norte!).

Na manhã dessa Sexta, dia 28, acordei mais animado, afinal as bolsas asiáticas haviam dado uma recuperada, havia rumores de que o FED não alteraria a taxa de juros americana em Setembro me fizeram acreditar em uma Sexta Verde, em contraste com a Segunda Feira negra. Doce ilusão! Logo pela manhã lá me veio o IBGE com sua publicação sobre o crescimento do PIB, ou melhor, sobre o DESMORONAMENTO do PIB do segundo trimestre, baixando 1,9% comparado com o primeiro trimestre, pior do que se previa.

Minha grande preocupação, entretanto, não é com relação à queda do PIB em dois trimestres consecutivos (que quase se torna 3 com a correção do quarto trimestre para 0,0%), o prato principal, mas com os acompanhamentos que tornam a solução do problema mais crítica: o aumento do consumo do Governo e o colapso do investimento na nossa economia.

Sobre o consumo do Governo aumentar, até poderíamos entender se tivesse sido feito para catalisar a atividade econômica, em obras de infraestrutura, concessões, etc. Geraria emprego... mas, aparentemente, esse consumo foi em outra direção, embora eu não tenha a menor condição de julgar ou avaliar. E ainda vem por aí uma nova cepa do vírus chamado CPMF, ou imposto cascata!

Com relação à queda do investimento, esse é dolorido, pois ocorre há 8 trimestres, ou seja, 2 anos, consistentemente, chegando hoje a um nível 18% inferior ao que era no saudoso (quem iria imaginar) 2012. Sem confiança, não há investimento e, sem investimento, é quase certo que o crescimento será lento e doloroso, pois não será à base de aumento de produtividade, o que seria fundamental para melhorar nossa competitividade Global.

Com tudo isso, eu ainda acredito que haja combustível para acelerar e sair dessa situação, pois somos criativos o bastante para encontrar alternativas, desde que os interesses pessoais e partidários deixem de fazer parte da agenda e toda essa energia seja canalizada para um estímulo econômico, livre concorrência e eliminação da corrupção...

Será que ainda estou sendo otimista demais? Um sonhador? Acho que sim, ainda que tenha cara de pesadelo, mas jamais deixarei de ser, pois quem deixa de sonhar deixa a luta de lado e não parte para a ação! E, sem lutar, e sem agir não há chance de vencer.

E você? Ainda sonha?