Por que atitude é mais importante do que o Q.I.?

Esse texto que vocês lerão a seguir é uma tradução livre que fiz de um post, feito no LinkedIn, feito pelo LinkedIn Influencer Dr. Travis Bradberry. Normalmente eu crio meus próprios textos, mas quando li o que o Dr. Bradberry escreveu, me encantei com o texto e decidi fazer uma tradução para tentar alcançar o maior número de pessoas e poder mostrar, de forma muito clara, uma das formas mais efetivas de se manter em evidência e atingir as suas metads profissionais. Vale a pena a leitura (a versão original, em inglês, está aqui: https://www.linkedin.com/pulse/why-attitude-more-important-than-iq-dr-travis-bradberry)

 Por que atitude é mais importante do que o Q.I.?

LinkedIn Influencer Dr. Travis Bradberry publicou esse post originalmente no LinkedIn.

Quando falamos do sucesso, é muito fácil pensar que pessoas abençoadas com inteligência mais aguçada vão, inevitavelmente, deixar a todos os demais para trás. Porém, uma nova pesquisa da Universidade de Stanford mudará sua forma de pensar (e sua atitude)

A psicóloga Carol Dweck dedicou sua carreira para estudar atitude e performance, e suas últimas pesquisas mostram que sua atitude é um melhor indicador de seu sucesso do que seu Q.I.

Dweck descobriu que o as atitudes fundamentais das pessoas se encaixam em duas categorias: a do modelo mental fixo (mantenedor) e a do modelo mental de crescimento. 

Com o modelo mental fixo você acredita que você é o que é e não pode mudar. Isso acaba criando problemas quando você é desafiado, pois qualquer coisa que pareça ser maior do que o que você pode lidar tende a fazer com que você se sinta sem esperanças e sobrecarregado.

 Pessoas com o modelo mental de crescimento acreditam que podem melhorar com esforço. Eles superam a performance daqueles com o modelo mental fixo, mesmo tendo um Q.I. mais baixo, por que abraçam os desafios tratando-os como oportunidades de aprender algo novo.

 O senso comum sugere que a existência de habilidades, como ser inteligente, inspira confiança; e isso é verdadeiro, mas apenas para as situações menos complexas. O fator de decisão na vida é como você gerencia as falhas e os desafios. Pessoas com o modelo mental de crescimento aceitam as falhas com os braços abertos.

Ainda de acordo com Dweck, sucesso na vida é saber gerenciar e trabalhar com as falhas. Ela descreve como as pessoas com esse tipo de comportamento encaram as falhas:

“Falha é informação – nós as rotulamos como falhas, mas é muito mais como “Isto não funcionou, eu sou capaz de resolver problemas, então, vou tentar alguma coisa diferente.”

 Independente de qual lado do quadro você esteja, você pode fazer mudanças e mudar o seu modelo mental. A seguir, algumas estratégias que vão fazer um ajuste fino em seu modelo mental e ajuda-los a garantir que seja o mais orientado ao crescimento possível:

 

Não se entregue 

Todos nós, em algum momento, nos sentimos desamparados. O grande teste é como nós reagimos a esse sentimento. Nós podemos aprender com isso e seguir adiante ou deixar isso nos derrubar e desanimar. 

Há inúmeros casos de pessoas de sucesso que jamais teriam chegado lá se tivessem sucumbido à sensação de desamparo: Walt Disney foi demitido do Kansas City Star por “não ter imaginação e não trazer boas ideias”. Oprah Winfrey foi demitida de uma TV em Baltimore pois, como âncora, ela “se envolvia demais emocionalmente com as histórias”. Henry Ford falhou nas duas tentativas iniciais de gerir uma empresa de fabricação de carros antes de ter sucesso com a Ford. E Steven Spielberg foi rejeitado diversas vezes pela Escola de Artes Cinematográficas USC (University of Southern California).

Imagine o que ocorreria se essas pessoas tivessem um modelo mental fixo. Eles sucumbiriam à rejeição e teriam abandonado a esperança.

 Pessoas com um modelo mental de crescimento não se sentem desamparados porque eles sabem que, para ter sucesso, você precisa estar disposto a falhar terrivelmente e, então, retomar o seu caminho correto.

 

Tenha Paixão

Pessoas determinadas perseguem suas paixões sem descanso! Sempre haverá alguém que é naturalmente mais talentoso do que você; porém, essa diferença em talento você elimina com paixão pelo que faz.

A paixão das pessoas determinadas é o que as move de forma incansável a buscar a excelência. Para Warren Buffet encontrar quais são as suas verdadeiras paixões no que ele chama de técnica 5/25: faça uma lista com as 25 coisas que você mais gosta de fazer. Então, risque as 20 que menos te tocam, e as 5 que restarem são suas verdadeiras paixões. Todo o restante é mera distração.

 

Faça!

Não é que as pessoas com o modelo mental de crescimento superam seus medos por que são mais corajosos que o resto de nós! Eles apenas entendem que medo e ansiedade são emoções paralisantes e que a melhor forma de superar essa paralisia é agindo!

 Quem tem o modelo mental de crescimento é determinado, e pessoas determinadas sabem que não existe, de verdade, o “melhor momento para ir adiante”. Então, para que esperar por ele? Agir transforma toda sua preocupação e receios de falhar em uma energia muito mais focada e positiva.

 

Então, dê mais um passo (ou dois)

Pessoas determinadas dão sempre o melhor de si, mesmo nos piores dias. Estão sempre se cobrando para ir um pouco além. 

Um dos alunos de Bruce Lee corria 5 Km todos os dias com ele. Um dia, eles estavam quase chegando à marca de 5 Km quando Bruce disse: “vamos correr mais 3 km”. Seu aluno, cansado, disse: “Eu vou morrer se tiver que correr mais 3 Km”. A resposta de Bruce? “Então faça isso”.

 Seu aluno ficou tão irritado que completou os 8 Km. Exausto e furioso, ele questionou Bruce a respeito de sua resposta, ao que obteve a seguinte explicação: “Desista, e você estará morto da mesma maneira. Se você sempre colocar limites no que você pode fazer, fisicamente ou de qualquer outra forma, isso vai se espalhar para a sua vida. Isso vai se espalhar em seu trabalho, em sua moral, em toda a sua existência. Não há limites. Há platôs, mas você não deve ficar parado neles, você deve superá-los, ir além. Se isso te matar, te matou! Um homem deve constantemente exceder esse nível.”

 Se você não está se tornando um pouquinho melhor a cada dia, então, provavelmente, você está se tornando um pouquinho pior. E que tipo de vida é essa?

 

Foque em Resultados

Pessoas com um modelo mental de crescimento sabem que irão falhar de tempos em tempos, mas não permitem que isso tire o foco no resultado esperado. Focar nos resultados te mantém focado e alimenta o círculo vicioso do apoderamento. Afinal, se você não pensa que irá ser bem sucedido, para que se importar?

 

 Seja Flexível

Qualquer ser humano se defronta com adversidades. Pessoas determinadas e com modelo mental de crescimento abraça as adversidades como forma de melhoria, ao contrário de vê-las como algo que as impeça de progredir. Quando uma situação adversa se apresenta a uma pessoa determinada, ela usa sua flexibilidade para encontrar alternativas até atingir os resultados.

 

Não reclame se algo não sair como planejou. 

Reclamação é o sinal mais óbvio de um modelo mental fixo. Um modelo mental de crescimento vê oportunidades em tudo; por isso, não há espaço para reclamação. 

 

Usando tudo isso a seu favor

Mantendo um registro de como você reage às pequenas coisas, você pode trabalhar a cada dia para se manter no lado certo do quadro do modelo mental.

 

SOBRE O AUTOR

Dr. Travis Bradberry É o coautor do livro Inteligência Emocional 2.0 e cofundador da TalentSmart, líder global em testes de inteligência emocional e treinamentos, servindo mais de 75% das empresas listadas na Fortune 500. Seus best-sellers já foram traduzidos em 25 idiomas e estão disponíveis em mais de 150 países. Dr. Bradberry escreveu ou participou de artigos na Newsweek, TIME, BusinessWeek, Fortune, Forbes, Fast Company, Inc., USA Today, The Wall Street Journal, The Washington Post, and The Harvard Business Review.



Categoria: Referência
Escrito por Luiz Totti às 09h58
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Vamos encurtar esse túnel, pessoal!

 

Esses dias escrevi sobre o fato de achar que o túnel da retração econômica estava ficando longo demais. Justo eu, um otimista juramentado e com firma reconhecida, falando em não ver solução? Eu que, no início do ano, achava que as coisas passariam a melhorar no terceiro e quarto trimestres, pregando isso aos 4 ventos (inclusive e, principalmente, para o vento do Norte!).

Na manhã dessa Sexta, dia 28, acordei mais animado, afinal as bolsas asiáticas haviam dado uma recuperada, havia rumores de que o FED não alteraria a taxa de juros americana em Setembro me fizeram acreditar em uma Sexta Verde, em contraste com a Segunda Feira negra. Doce ilusão! Logo pela manhã lá me veio o IBGE com sua publicação sobre o crescimento do PIB, ou melhor, sobre o DESMORONAMENTO do PIB do segundo trimestre, baixando 1,9% comparado com o primeiro trimestre, pior do que se previa.

Minha grande preocupação, entretanto, não é com relação à queda do PIB em dois trimestres consecutivos (que quase se torna 3 com a correção do quarto trimestre para 0,0%), o prato principal, mas com os acompanhamentos que tornam a solução do problema mais crítica: o aumento do consumo do Governo e o colapso do investimento na nossa economia.

Sobre o consumo do Governo aumentar, até poderíamos entender se tivesse sido feito para catalisar a atividade econômica, em obras de infraestrutura, concessões, etc. Geraria emprego... mas, aparentemente, esse consumo foi em outra direção, embora eu não tenha a menor condição de julgar ou avaliar. E ainda vem por aí uma nova cepa do vírus chamado CPMF, ou imposto cascata!

Com relação à queda do investimento, esse é dolorido, pois ocorre há 8 trimestres, ou seja, 2 anos, consistentemente, chegando hoje a um nível 18% inferior ao que era no saudoso (quem iria imaginar) 2012. Sem confiança, não há investimento e, sem investimento, é quase certo que o crescimento será lento e doloroso, pois não será à base de aumento de produtividade, o que seria fundamental para melhorar nossa competitividade Global.

Com tudo isso, eu ainda acredito que haja combustível para acelerar e sair dessa situação, pois somos criativos o bastante para encontrar alternativas, desde que os interesses pessoais e partidários deixem de fazer parte da agenda e toda essa energia seja canalizada para um estímulo econômico, livre concorrência e eliminação da corrupção...

Será que ainda estou sendo otimista demais? Um sonhador? Acho que sim, ainda que tenha cara de pesadelo, mas jamais deixarei de ser, pois quem deixa de sonhar deixa a luta de lado e não parte para a ação! E, sem lutar, e sem agir não há chance de vencer.

E você? Ainda sonha?

 



Categoria: Administração Geral
Escrito por Luiz Totti às 18h04
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A Fábula da Barraca de cachorro quente e a crise

Há muito tempo atrás ouvi a fábula do vendedor de cachorro quente e a crise, usada para reforçar a necessidade de um marketing bem feito. Não sei ao certo a origem, mas li em algum lugar que essa “fábula” veio a público  “narrada pelo ministro Ernane Galvêas em palestra proferida a 23.6.81, na Escola Superior de Guerra, com “algumas adaptações...”. (Blog Almanaque Cultural Brasileiro).

Bem, fiz alguns ajustes nessa fábula para adaptá-la ao nosso tempo e a descrevo abaixo:

“Era uma vez um homem que vivia na beira de uma estrada vendendo cachorro-quente, em uma situação que muitos chamariam de ermitão social. Ele não tinha facebook nem participava de qualquer outra rede social, aliás, não havia nem conexão com internet discada, wifi ou 3G; tampouco tinha rádio, TV e nem lia Jornal. Preocupava-se apenas em produzir e vender bons cachorros-quentes. Prezava muito a qualidade do pão, da Salsicha e do atendimento ao seu cliente.

Ele também sabia divulgar como ninguém seu produto: colocava cartazes pela estrada, oferecia em voz alta e o povo comprava. Quando alguém passava em frente a sua barraca ele gritava: – olha o cachorro quente especial!

Usando o melhor pão e a melhor salsicha, o negócio como não podia ser diferente, prosperava. Ele começou a formar uma clientela fiel que voltava sempre e trazia cada vez mais gente para sua barraca de cachorro-quente, até que ele construiu uma grande loja e como estava prosperando cada vez mais, mandou seu filho estudar na melhor faculdade do país.

Um dia, seu filho já formado voltou para casa. E falou ao pai:

- Pai, você não ouve rádio, não vê TV, não lê os Jornais? A situação é crítica, o país vai quebrar.

Depois de ouvir isso, o homem pensou: “Meu filho estudou fora e está por dentro de tudo o que acontece. Deve estar com a razão.”

E com medo, e a fim de economizar preocupado com a tal crise, procurou um fornecedor mais barato para o pão e começou a comprar salsichas de menor qualidade. Além disso, para economizar mais ainda, parou de fazer seus cartazes de propaganda que espalhava pela estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia seu produto em alta voz. Ou seja, parou de fazer sua propaganda.

As vendas, é claro, despencaram até o negócio quebrar.

Então o pai muito triste, falou para o filho:

- Você estava certo filho, estamos no pior momento de todos os tempos.”

 

Nota do Totti: não tenho intenção de, com essa fábula, jogar uma cortina de fumaça sobre a situação econômica atual fazendo-a menor do que realmente é (deixo isso para os “profissionais” do ramo), mas, sim, tentar trazer à tona um debate sobre como podemos, como profissionais de alta performance, sermos criativos e buscar alternativas em meio a tantas notícias ruins. Criar motivação em tempos de crise é um desafio, mas quem o consegue certamente emergirá melhor quando a economia, finalmente, se reerguer. 



Escrito por Luiz Totti às 11h21
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A mulher sem nome

Era um final de semana de inverno, daqueles assim nublados, temperatura baixando, o sol tímido entre as nuvens, querendo se impor, mas sendo fraco para aquecer àqueles que insistiam em ficar ali, em frente ao lago, olhar distante, buscando uma resposta para aquela que parecia ser uma pergunta tão simples, mas quase impossível de responder. Entre eles, executivos bem sucedidos, matemáticos famosos, estudantes brilhantes e muitos, muitos curiosos. No palanque, alguns metros atrás, escondida atrás de um sorriso matreiro, forjado por mais de 6 décadas de luta, vitórias e derrotas, vibrava a “mulher sem nome”, aquela que ninguém sabia de onde tinha vindo e tampouco o por que ali estava.

Sim, ela não tinha nome, como muitas mulheres, anônimas, que desde a mais distante era conhecida pelo ser humano, batalha para conquistar o seu espaço, tão negado e tão restrito a “seres” que as subjugam e as tentam colocar em um plano inferior. Mas ela, ahhh, ela era diferente! Desde a mais tenra idade soube entender que o papel feminino não se restringia a cuidar da casa, do marido, procriar. Não, nada disso, ela tinha sonhos e fez desses sonhos uma realidade, nunca de forma fácil, nunca de forma que fosse aceita. Pelo contrário, aos 25 foi praticamente expulsa de casa, por ser “reacionária, moderninha demais”, de acordo com seu pai. Como podia, naquela época, querer discutir política, falar sobre futebol, criticar o machismo?

Mas, como toda mulher, foi persistente, heroica, inteligente, e foi à luta e usando todas as armas às mulheres dadas pelo Universo, conquistou seu espaço. Foi namorada, mãe, esposa, dona de casa, trabalhou na produção, no escritório, escreveu livros, dirigiu caminhões, votou, se candidatou, perdeu e se reergueu, foi executiva... tudo isso sem perder o bom humor, a alegria de viver e essa força, única do sexo feminino, capaz de mover montanhas, de gerar a vida e de, ainda assim, ser capaz de sorrir, se arrumar e encantar o mundo.

A mulher sem nome não era uma, mas todas, não era única, mas várias, o símbolo de alguém que faz 2, 3, 4 jornadas, e nunca, nunca desanima, pois a elas foi dado um poder que é inimaginável aos pobres representantes do sexo masculino, de fazer 100 coisas ao mesmo tempo, fazê-las bem feito e ainda dizer: “foi fácil”.  Na memória da mulher sem nome ainda estavam frescas todas as vezes em que foi humilhada por ser mulher, por ter sucesso, por ser feliz, por ser... melhor que qualquer homem. Mas ainda assim ela sorria, aquele sorriso matreiro, da vivência e da experiência, da força e da vitória, sorriso que só as mulheres podem dar, pois só elas sabem a resposta para uma pergunta tão simples, mas quase impossível de responder. Por que, no fundo da alma, das entranhas do coração e de uma capacidade intelectual tão superior, polvilhadas com toda a bondade do mundo e um poder de perdoar e superar qualquer obstáculo, somente a mulher é capaz de saber, sentir e respirar o verdadeiro significado da felicidade.

E, assim como todos na beira daquele lago, olhares perdidos, também sigo buscando uma resposta, sem encontra-la, e, por isso, eu desejo a vocês, mulheres de todo o mundo, 365 dias de muito sucesso e alegria e que possam, do alto de sua humildade, perdoar nossa ignorância e, quem sabe, nos dar uma pequena porção de sua sabedoria para que possamos sentir um pouco dessa felicidade imensa que é a de ser: MULHER.

FELIZ DIA DAS MULHERES.

Luiz Totti


 



Escrito por Luiz Totti às 20h03
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A teoria dos 10 "Seja" na arte do feed back

Com o clique da porta às suas costas, Sérgio parou, olhou para o alto e respirou fundo! O que é que ele estava fazendo ali, naquela empresa que, do lado de fora parecia tão atraente e tão promissora em termos de carreira? Era um dia quente de Janeiro em 2013 e ele havia recém completado um ano de empresa, em meados de Novembro e acabara de sair da sala de Roberval, Vice Presidente de Operações, para sua reunião de avaliação de desempenho e feed back.

Não havia sido um ano fácil, de adaptação à nova organização, assimilação cultural e, para completar, um período econômico complexo, com a demanda variando muito, o que causara uma série de impactos na gestão dos processos sob sua responsabilidade. Sua relação com Roberval não podia ser considerada ruim, as conversas eram sempre amigáveis, principalmente durante os encontros casuais nos cafés ou participações em almoços de negócios, especialmente quando motivados pela visita de altos executivos da casa matriz. Não eram comuns as reuniões de resultados ou follow up, tampouco as de planejamento e definição de metas, e as cobranças por resultados praticamente não existiam, com exceção aos meses de fechamento de trimestre, quando os números deviam ser reportados ao board. Como as explicações de performance nunca eram contestadas, Sérgio acreditava estar fazendo um bom trabalho, embora suas metas individuais fossem bastante genéricas. Por essa razão, sentia-se bastante confortável com relação à entrega e confiante de que teria uma excelente avaliação de final de ano.

Ele, agora, mal podia acreditar nas coisas que havia presenciado nos últimos minutos. Sérgio começou a discorrer sobre as conquistas do ano, mas um toque de celular interrompeu sua narrativa. Após 10 minutos de conversa sobre um lote de ações, ele prosseguiu com a tarefa enquanto Roberval lia um e-mail em seu lap top, balançando negativamente a cabeça. Sérgio já se sentia bastante incomodado e pediu a Roberval que fizesse suas observações sobre o ano anterior, e aí veio a surpresa: em 5 minutos Roberval sumarizou a performance de Sérgio como sofrível e, baseado em seus próprios resultados e performance do departamento, imputou-lhe uma nota de desempenho de 45%; outros 5 minutos foram gastos na avaliação das competências, conferindo notas intermediárias em todos os quesitos, sem um único comentário, feed back ou proposta de desenvolvimento. Finalmente, enquanto lia outro e-mail, pediu que Sérgio preparasse seus planos de ação e treinamento para o próximo ano, pois tinha que entregar ao RH em 4 dias.

Ele agora se perguntava quais os próximos passos que deveria tomar.

Feedback

Feedback é um processo altamente positivo! Ajuda os líderes a rapidamente ajustar condutas e comportamentos e obter resultados mais efetivos e dá aos liderados a oportunidade de entender a visão de seus líderes, se adequarem a elas e se desenvolver, tanto profissional quanto pessoalmente; tem perfil de desenvolvimento, não punitivo. Entretanto, não é uma tarefa muito simples, e muitos de nós já vivenciamos (ou presenciamos) alguma situação como a descrita acima.

O feedback só é efetivo quando ocorre no momento da ação e quando ambos estiverem livres dos impactos emocionais decorridos do fato (nunca dê feedback quando estiver com raiva ou enrvoso); esperar até a revisão de meio de ano ou no final do ano para dizer algo envia a mensagem errada à organização. A reunião de avaliação de desempenho ao final do ano é para avaliar o atingimento das metas, reforçar os pontos positivos e indicar os a melhorar, preparar o plano de desenvolvimento e alinhar expectativas pra o próximo período, e não deveria ser surpresa para ninguém.

Aplique a teoria dos 10 “Sejas”:

·         Seja específico: diga exatamente qual o comportamento em questão, sem julgar ou generalizar

·         Seja analítico: tenha em suas mãos (ou em mente), dados ou fatos que comprovem o comportamento

·         Seja justo: permita que o outro lado exponha sua opinião. Use perguntas para ajudar na percepção (“Qual impacto você acha que sua atitude causou?”; “Quais outras opções você teria nessa situação?”)

·         Seja direto: nunca use termos como “eu acho”, “me falaram”, etc. Fale o que você viu ou ouviu!

·         Seja franco: explique qual o impacto desse comportamento em você, no time, na empresa.

·         Seja explícito: não permita que o outro tire conclusões, diga exatamente o que você espera com relação a esse comportamento 

·         Seja persistente: comportamentos não mudam com uma conversa! Talvez você tenha que ter outras sessões como essa no futuro

·         Seja aberto: ao final pergunte ao funcionário como ele avaliou o processo de feedback

·         Seja sábio: Tanto ao falar quanto ao ouvir, não reaja! Proponha respostas somente após digerir o fato e entender a posição do outro

·         Seja grato: sempre agradeça quando receber um feedback; aceite isso como uma enorme possibilidade de

Obviamente a história acima não é verdadeira e fatos e personagens foram criados especificamente para esse artigo. Mesmo assim, respondam as seguintes perguntas:

1.       No lugar de Sérgio, o que vocês fariam?

2.       Se você estivesse no lugar de Roberval, como agiria durante a sessão de feedback?

3.       Caso fosse solicitado a você, o que mudaria e o que manteria no processo de avaliação de performance descrito acima?

 

Pensem nisso e tenham uma ótima semana!



Categoria: Administração Geral
Escrito por Luiz Totti às 21h30
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Águas de Dezembro (uma adaptação descarada de Águas de Março, de Tom Jobim)

Para desejar a todos um lindo 2014!

 

Que seja pau, que seja pedra, mas que seja, principalmente, o começo de um novo caminho.

Que seja o resto do toco, mas nem um pouco sozinho, limpar os cacos de vidro, ser a vida, ter o sol!

Que seja a noite, nunca a morte, um laço de amor, até mesmo um anzol.

A dura peroba, no campo ou na cidade, que sejamos fortes como o nó da madeira.

São tantos mistérios, rasos ou profundos, são tombos da ribanceira, queira ou não queira

Que seja o vento, ventando na popa e, finalmente, o fim da ladeira!

A viga, que sustenta, a festa, nunca em vão, nem sempre na cumieira.

Que venha a chuva, chovendo, e muitas conversas, nem sempre ribeiras,

Que seja o fim da canseira, com as águas de Dezembro, abrindo mais um ano.

Seja o pé, seja o chão, uma marcha estradeira, passarinhos na mão, amigos no coração, esqueça a atiradeira (guarde as pedras para construir!!!)

E a ave (seu sonho), esteja no céu, esteja no chão,

Um regato, uma fonte, um pedaço de pão, uma cerveja e muita carne!

Vamos sair do fundo do poço, fazer do fim do caminho um novo atalho

Mesmo com algum desgosto, no rosto, mas nunca sozinho!

Doeu o estrepe, ardeu o prego, feriu a ponta... mas ponto!

Cada pingo que pingue, uma esperança, uma conta, vários contos!

Um peixe, um gesto, a prata ($$$$) chegando

Busque a lenha, brilhe o dia, no fim da picada, o ouro brilhando

Cada tijolo que chegue, construa, seja a luz da manhã

A garrafa de cana (ou um copo de chopp!), muitos beijos na estrada

São as águas de Dezembro refrescando o verão,

É promessa de (muita) vida em nosso coração!

Mate as cobras, seja João ou José

Não será fácil, muitos espinhos na mão e cortes no pé virão!

Mas que seja pau, que seja pedra, mas que seja, principalmente, o começo de um novo caminho.

E que seja o resto do toco, mas nem um pouco sozinho, limpar os cacos de vidro, ser a vida, ter o sol!

E que seu novo passo seja uma ponte! E que tenha um belo horizonte, e que a febre terçã seja, na verdade, a manifestação de seu desejo de vencer! Tenha febre, mas febre de sucesso!

 

Que 2014 signifique não apenas um novo ano, mas um novo eu, um novo você, um novo “nós”...



Escrito por Luiz Totti às 11h40
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A batalha dos beagles

Demorei a me manifestar sobre o tema, mas aqui estou! Antes de começar o texto, quero esclarecer algumas coisas:

  •  Não sou a favor do sacrifício de animais e não concordo, por valores pessoais, com isso;
  • Não pertenço a nenhuma organização ou sindicato;
  • Não sou ativista de nada;
  • Não sou vegetariano ou vegan, e como muita, mas muita carne;
  • Não sou político nem empresário do ramo farmacêutico ou cosmético;
  • Não tenho base científica para entender qualquer coisa a respeito;
  • Não tenho base de porcaria nenhuma! Só minha consciência;
  • Se você é um radical (ir)racional, de qualquer vertente, sem bom senso algum, pare de ler nessa linha.

 

Pois bem, isso posto, deixe-me pensar um pouco sobre o caso da Royal em São Roque, em 18/10/2013, à luz de fatos colhidos aqui e ali e algumas pesquisas rápidas na internet:

 

  •           Os testes em animais são permitidos no Brasil (e em outros países), desde que não haja maus tratos;
  •          
  •      Para a aprovação de remédios existe uma lei que obriga teste em animais;
  •          Os beagles da Royal estavam, segundo as denúncias, sendo maltratados;
  •          A Royal operava legalmente, de acordo com todos os regulamentos da lei Brasileira, que pode ser muito falha, mas é lei e, portanto, devemos segui-la;
  •          O Ministério Publico já estava investigando a Royal (e é muito lento, concordo com vocês)
  •          Ver os animaizinhos sofrendo é muito dolorido, e eles, de fato, não devem e nem merecem ser judiados;
  •          Uma enorme quantidade de cosméticos  vendidos hoje em dia é ou foi testada em animais (cremes, hidratantes, anti-rugas, talvez até mesmo o tal botox);
  •          Os protestos seguiam calmos até a chegada de manifestantes mais radicais;
  •          Pelo que vimos, a maioria dos cães tinha um olhar triste, e deveriam ter melhores lares;
  •          Pelo que vimos, não somente houve a liberação dos cães, como também a destruição da empresa;
  •          As fotos mostram uma imensa depredação da empresa, que, repito, funcionava legalmente e, importante, contratada por empresas que vendem os produtos que a maioria (senão a totalidade) das(os) ativistas utilizam no dia a dia.
  •          Nomes de funcionários que trabalham na empresa foram divulgados na internet

 

Uma vez mais, isso é o que pude levantar, superficialmente (pela absoluta falta de tempo), sobre os fatos e talvez esteja perdendo algo fundamental, mas o que quero dizer aqui é que existe uma enorme confusão sobe o que é legal e o que é moral, e é justamente nesse ponto que os ativistas (ou alguns deles) podem ter colocado em risco toda a moralidade da operação. Vejamos, sob essa ótica, alguns dos fatos listados:

 

  •          Teste em animais: IMORAL, mas legal;
  •          Maus Tratos aos animais: IMORAL e ILEGAL
  •          Não divulgação de métodos de testes: IMORAL, mas legal
  •          Resgate dos animais: ILEGAL, mas moral (e muito)
  •          Depredação da Royal: ILEGAL e IMORAL (ainda destruindo possíveis provas)
  •          Consumir produtos testados em animais: legal e IMORAL
  •          Divulgação de nomes e perfis: ILEGAL e IMORAL

 

Confesso que achei bárbara a ação de resgate dos cães, e acho que o simples fato de eles terem um lar com carinho já terá valido por todo o sofrimento pelo qual passaram, mas não concordo com mais uma demonstração de violência e truculência desnecessária, como as que vemos nos protestos nas ruas contra sabe-se lá o que!

Haverá outros protestos em frente à Royal. Provavelmente haverá confrontos e poderá haver danos físicos a pessoas que lutam por uma causa linda, e isso faz parte. Agora, há coisas que ainda não consegui entender e que cujas respostas poderiam ajudar a acabar (ou reduzir) essa judiação toda:

·         Por que não se boicotam os produtos que são testados em animais?

·         Por que não fazem petições para que as empresas coloquem no rótulo “Não testado em animais”?

·         Quantos dos ativistas que invadiram a Royal checam se os remédios e cosméticos que usam vêm de empresas eticamente corretas?

·         E, para deixar os meus amigos radicais (e teimosos) que leram até aqui, por que não usar criminosos para os testes? (ok, ok, isso também é ILEGAL e IMORAL, e eu não apoio, mas que daria gosto... ah, daria)

Abaixo coloco alguns links que usei para escrever esse artigo (alguns deles em inglês), espero que seja útil para todos!

http://www.bbc.co.uk/ethics/animals/using/facts.shtml

http://www.planet-science.com/categories/over-11s/technology/2011/09/animal-testing---the-facts.aspx

http://www.dosomething.org/tipsandtools/11-facts-about-animal-testing

http://www.mediapeta.com/peta/PDF/companiesdotest.pdf

http://www.mediapeta.com/peta/PDF/companiesdonttest.pdf

http://www.peta.org/living/beauty-and-personal-care/companies/default.aspx

 

http://www.pea.org.br/crueldade/testes/naotestam.htm




Escrito por Luiz Totti às 13h19
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A importância de um super-herói

Ele não tinha mais que 13 ou 14 anos, e, sentado logo atrás de mim, descrevia com detalhes a alguém a saga de alguns supostos heróis, os quais não conheço, tais como Goku e Gohan; me perdoem se escrevo errado, e não pesquisei a respeito de propósito. Fato é que a paixão com que ele falava sobre a forma como Gohan, apesar de desacreditado havia conquistado uma batalha após receber força de não sei quem era impressionante.

Corta!

Flash para a vida real.

O herói, presente em nossa vida desde pequenininhos, se travestia, então, em figuras as mais diversas, fossem nossos pais, avós, o policial, o bombeiro, o pai de um amiguinho, o professor, enfim, tantos que se perde a conta. Aí crescemos e os heróis seguem lá, agora com outros nomes e papéis. Chegamos ao mundo corporativo e já não nos deixam mais chamá-los de heróis: são agora conhecidos como modelos, benchmarks, mas não perdem a essência do herói, que é fazer as coisas certas, na hora certa, da forma certa e, principalmente, com e para as pessoas certas. E, se forem realmente bons super-heróis, também são capazes de "enviar força" para os outros. Diferentemente do mundo da ficção, aqui, sim, podemos tentar repetir os "poderes" de nossos heróis, ou seja, delegar.

Se você achou que eu estava falando sobre chefes, errou; se sua aposta foi em líderes, acertou na mosca. Líderes não são perfeitos, mas devem ser fonte de inspiração para qualquer um, devem deixar sua marca de liderança e, mais que isso, esculpir a cultura mesmo nos maiores focos de resistência.

Um de meus super-heróis mais marcantes me deixou uma lição para a vida: diante de um ato de rebeldia, de críticas fortes, ele me disse:

"Sim, filho, tenho muitos defeitos, assim como sua mãe os tem. Se você olhar somente nossos defeitos, não aprenderá. Se pegar o que temos de melhor, será melhor que nós dois juntos".

Assim são os heróis-modelos: mesmo que aqui não estejam mais, suas lições permanecem.

 

É importantíssimo que tenhamos modelos em quem os inspirar e aprender, por isso, escolha bem quem será seu herói. E, principalmente, se prepare e se esforce para ser o melhor entre os melhores heróis que alguém já teve.



Categoria: Administração Geral
Escrito por Luiz Totti às 19h11
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O PIB e a inflação (a moderna história de Jakyll and Hyde)

Não sou muito de comentar sobre a situação econômica, prefiro focar em aspectos organizacionais, mas tenho andado preocupado com a situação que estamos enfrentando ultimamente aqui no Tupiniquim World. Um país como o nosso, reconhecidamente poderoso pela sua abundância natural segue patinando e não consegue friccionar para o crescimento que todos sabemos ser possível.

Vejamos 2012, com um “Pibinho” inferior a 1%, mesmo com todos os incentivos aplicados pelo Governo em determinados segmentos, apostando no aumento do consumo na ponta final de toda a cadeia. Associado a isso, uma inflação batendo no teto da meta (as vezes passando – aliás, esse negócio de teto de meta é irritante! Meta é meta, meta-se nela como diria o poeta) estabelecido pelo Governo. Mas pior que o pífio resultado é a perda constante de credibilidade das nossas autoridades monetárias. Baseados em seus pareceres se constroem planos e se projetam investimentos, inclusive em desenvolvimento humano; para se ter uma ideia de como nossos líderes não possuem confiabilidade na realização de forecasts, foi-nos dito em 2011 que no ano passado cresceríamos quase 5% e que a inflação seria 4,2%, se muito!!!!! O placar final já foi comentado acima.

Para 2013 uma vez mais vemos o otimismo auriverde alegando que o PIB crescerá mais de 4% e a inflação será moderada... a valor econômico de Fevereiro já indicava um PIB próximo a 2,5%, e a inflação de Março já havia ultrapassado o teto (Aff!!!!) da meta. Pelo visto, será outro ano pífio de crescimento e preocupante com relação à inflação, sendo, por conseguinte, o segundo ano seguido em que a inflação será compulsoriamente passada aos salários ao passo que o crescimento não gerará valor suficiente (lembrando que aumento de preços pela inflação não é, necessariamente, adição de valor ao negócio)

Se esse cenário permanece pelos próximos 2 ou 3 anos, totalizando um ciclo de 5 anos nesse ritmo, o que poderá acontecer? Recessão? Estagflação? E no longo prazo? PIB menor que taxa de crescimento gera desequilíbrio na geração de empregos para a população que entra no mercado de trabalho!

Sou um eterno otimista e ainda acho que a economia Global pode jogar a nosso favor, mas pediria com muito carinho a nossos governantes que substituam os otimistas de Brasília por técnicos realistas que possam nos indicar o caminho correto que trilharemos nos próximos anos. Caso contrário, felizes os mexicanos, colombianos, chilenos e mesmo bolivianos, que herdarão muitos dos investimentos que, há 2 anos poderiam estar sendo reservados a nosso lindo e amado Brasil!



Escrito por Luiz Totti às 13h47
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Há dias que “de” noite é assim

Ouvi essa expressão a primeira vez há muitos anos atrás e, para quem nunca a ouviu ou não prestou atenção, é quase que um mantra interno que você sucessivamente repetes quando as coisas não saem a contento e você acaba ficando, como dizem os jovens, “no vácuo”.

Pois bem... algumas semanas atrás, eu vivi uma sucessão de “dias que de noite é assim”: viajando a trabalho para os EUA, tinha programado para um percurso de pouco mais de 800 Km e planejado para tempo total de 3,5 horas, porta a porta, que durou mais de 17 horas no total, por conta de 2 vôos cancelados, uma lista de espera perdida por 1 passageiro, 4 ou 5 trocas de terminais e a última perna da viagem com atraso de quase 2 horas... além disso, ainda tive que esperar num aeroporto com sistema de ar condicionado queimado e meu óculos quebrado!!!!

É óbvio que situações assim ocorrem raramente, mas ocorrem! E não só em viagens, mas em todos os espectros de nossas vidas, incluindo, aqui, obviamente, a corporativa. E o que se faz quando isso ocorre?

Em primeiro lugar, há que as avaliar a situação e o problema: se for algo que não esteja sob seu controle, há que se buscar outras alternativas. Tente todas as saídas possíveis e não desista de atingir sua meta. Lembre-se que só você tem o poder de mudar o seu dia. Para cada movimento que você faz, o ambiente responde. Se a resposta não for a esperada, ajuste a sintonia de sua ação, acione sua criatividade outra vez e assim sucessivamente até conseguir chegar onde deseja. Tenha a mais absoluta certeza de que, mesmo que pareça que as coisas estão fugindo ao seu controle e a situação pareça ser insolúvel, você está afunilando as chances de erro e reduzindo a possibilidade do fracasso. Ao final do dia, a energia que você gastou para mudar o status quo terá valido a pena.

Obviamente, isso se aplica às situações que ocorrem e que não estão sob seu controle, como ocorrências externas, mudanças no macro ambiente, alterações de regras sem prévio aviso, etc. Por que, no outro oposto, estão aquelas situações que você deveria estar controlando e que, de repente, por desleixo, incapacidade ou incompetência, saem completamente de suas mãos... nesse caso, toda sua energia terá sido em vão, alguém terá tomado as rédeas do assunto por você e, na melhor das hipóteses, você o chamará de chefe em pouquíssimo tempo!

Por isso, nada de Zeca Pagodinho e “deixe a vida me levar, vida leva eu”. Assuma o controle da sua vida e de suas ações, não deixe o destino te levar nem alguém te levar a algum destino. Tem que fazer? Faça! Quer fazer? Faça. Não quer fazer? Faça mesmo assim.... 



Categoria: Administração Geral
Escrito por Luiz Totti às 13h14
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Ser ou Poder, eis a questão

A variedade de temas que os coachees nos trazem à mesa para desenvolvimento é algo próximo ao maravilhoso, e dá ao coach a grande oportunidade de aprender e se desenvolver cada vez mais. Entretanto, há pontos que são mais abordados que outros, e talvez o principal seja a dificuldade de estabelecer metas e manter o foco para atingi-las, muitas vezes desistindo muito antes de começar.

Muitos dos pontos que nos trazem é o fato de, muitas vezes, não poder ter controle sobre a situação ou não poder lutar contra as crenças limitantes e outros fatores, principalmente internos... é o não poder, e o que buscam são ferramentas para PODER fazer algo que hoje lhes parece muito complicado.

Outros pontos, algumas vezes de uma forma muito clara mas muitas vezes somente em informações subliminares, é o fato de não conseguirem se comportar e agir como manda sua natureza interna, o seu EU interior, coagidos ou bloqueados por valores externos e imposições da família ou sociedade onde está inserido,

E dai nasce a questão “ser ou poder”, para conquistar seus objetivos. E aí entra meu ponto!!! Uma vez que a consciência é acionada e se entende que há pequenos (ou grandes) gaps a serem eliminados para se chegar ao ponto desejado, o ponto principal é ESTAR no comando de sua própria vida e atitudes, Estar significa tomar as rédeas e cumprir com o que você criou como proposta, apoiar-se nas pessoas que confia e mostrar a si próprio que, estando no comando da própria vida, você se torna mais forte, mais feliz e muito mais propenso a conquistar, vencer e, principalmente, ajudar a outros.

Por isso, ser e poder, sempre, mas, acima de tudo ESTAR!!!!



Escrito por Luiz Totti às 22h18
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O exagero excessivo dos exagerados

 

 

Peço a licença poética para a “Hipérbole Pleonástica” acima para abordar um tema que nem sempre aparece nos trending topics dos estudos sobre as relações humanas, sejam elas pessoais ou profissionais, e que caiu no meu colo quase que sem querer nessa semana.

No final de Janeiro ganhei de presente uma Zamioculcas, planta reconhecidamente adequada a interiores e ausência do Sol... como já possuía um outro exemplar em casa, adorei e curti demais ter um verde dentro da minha sala e passei a cuidá-la como manda o figurino, regando de tempos em tempos e até conversando com ela. Um dia, voltando ao escritório após 10 dias fora, vi a planta amarelada, alguns ramos secando e outros já mortos... corri buscar um pouco d´água e a reguei, mas durante a semana não senti melhoras. Outra viagem e, quando retorno, a mesa vazia e a planta já não mais estava lá... entendi que Haia matado a planta por falta de cuidados, mas dois dias depois a moça que nos ajuda todos os dias me mostrou a Zamioculcals num vaso novo, com terra nova, reduzida a 4 ramos no nosso jardim de inverno, e comentou: “Acho que o senhor exagerou na água, mas o jardineiro acha que ela ainda sobrevive”!!!!! O excesso quase matou minha planta.

O que levou a planta a esse estado foi um exagero da minha parte no intuito de fazê-la crescer forte, mas exagerei, coloquei excesso nos meus cuidados, e isso me levou a planta a um estado muito ruim. Subsitua os personagens dessa história, como por exemplo:

·         Eu por um gestor, um pai, um marido, um amante, um namorado;

·         A planta por um membro da equipe, um filho, uma esposa;

·         A água por tarefas, organização, broncas, ciúmes, comida, uso de computadores;

E o resultado será:

·         A morte da equipe, do amor, do respeito, do carinho e do resultado.

Como eu fiz com a planta, às vezes falhamos em não entender a real necessidade do outro, insistimos em dar aquilo que julgamos ser melhor, não conseguimos ler os sinais de que algo não vai bem (ou não ouvimos o outro) e acabamos por abafar, afastar e destruir o que o outro pode ter de bom... às vezes, alguém de fora terá o bom senso de intervir na situação e salvar a planta, mas te garanto que nem sempre isso possível, nem sempre haverá alguém e muitas vezes você não permitirá que alguém interfira!!!

Pensem nisso e ótima semana.

 

 



Categoria: Administração Geral
Escrito por Luiz Totti às 22h32
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Carreira: Seja Feliz fazendo o que gosta

Muito Prazer: Sou sua carreira!

Não seria muito mais fácil se nossa carreira se apresentasse dessa forma, e já fosse logo nos dizendo o que ela esperaria de nós e nos dissesse o que fazer, quando fazer e, principalmente, como fazer? Mas não!!! Ela tem que complicar e encher nossa cabeça de dúvidas... Fala sério! Ninguém merece!

Mas não se desespere, nem tudo está perdido, existem ferramentas e profissionais (*) que podem te ajudar a escolher melhor, mais rápido e de forma mais assertiva.

O ponto inicial, e mais importante, é ouvir seus instintos: mais de 80% dos profissionais de sucesso que se dizem muito realizados em sua profissão fazem aquilo que gostam e trabalham com o que se identificam. Não escolha sua profissão por modismo ou para seguir os passos de um parente ou amigo que foi bem sucedido, pois você é um indivíduo completamente diferente dos demais, único! Não importa a área escolhida, em qualquer uma delas haverá os fora de série, os muito bons, os bons e aqueles mais ou menos! Faça o que ama e será um fora de série.

Pronto! Você foi apresentado à sua carreira! Agora é hora de trabalhar, pois do céu só cai água, sob qualquer forma física.

O primeiro passo é definir onde você quer chegar dentro da carreira escolhida, e trabalhar com dois conceitos muito importantes: objetivo e metas. O objetivo é seu destino, ponto mais distante que você consegue enxergar (e lembre-se, isso é móvel, a cada vez que você se aproxima dele, já está apto a escolher algo mais ambicioso!) e metas são as etapas, os degraus necessários para chegar ao destino. Parece complexo, mas ferramentas como o “Road Map” (que te ajuda a construir sua rota, identificando tempos e recursos necessários, mas de trás para frente) funcionam muito bem como um simplificador nessa etapa.

Ok, se você já cansou, pare a leitura por aqui, pois ainda temos muito trabalho pela frente!

Agora que você sabe aonde ir, é preciso entender qual o perfil profissional e comportamental necessário para chegar lá e saber o quão distante desse perfil você está. Complicado? Imagine que você queira ser o embaixador do Brasil no Sudão: qual é a formação necessária? Quais idiomas deve-se aprender? Quais cuidados deve-se ter com a cultura local? Essas e muitas outras perguntas surgem quando se aplica a “Modelagem” e/ou “Espelhamento”, que são técnicas que comparam o perfil necessário com o perfil que você possui, e identifica a distância em que você se encontra do ponto desejado. A partir daí você tirará informação suficiente para construir seu plano de ação baseado nas suas Fortalezas (Pontos Fortes a serem potencializados), nas Oportunidades (características que servem de alavanca), Fraquezas (Pontos Fracos a serem desenvolvidos) e Ameaças (Características e comportamentos que devem ser evitados), que formam a matriz FOFA (ou SWOT em inglês).

Notou como o Sudão está muito mais próximo agora? Mas ainda não chegamos lá, há mais dois passos importantes para você carimbar esse passaporte.

O primeiro é você conhecer seu perfil comportamental, ou seja, como você se relaciona com outras pessoas, como você reage sob pressão, como se adapta ao ambiente e o que fazer para evita as armadilhas emocionais que regem as relações humanas. Existem vários tipos de assessements que traçam esse perfil, mas o que eu particularmente recomendo é o perfil DISC (Dominância, Influência, Estabilidade e Controle), em que você será, literalmente, “virado do avesso” e todas as suas características ficarão muito claras e fáceis de compreender.

Agora o pacote já está quase completo e você já sabe: quem é você, onde quer chegar, o que e quando desenvolver,  seus planos de ação, enfim... que diferença do começo do texto, não é? E o que falta, então? Fazer com que pessoas chave saibam de suas intenções e induzi-las a ajuda-lo a chegar a seu objetivo... isso se chama Networking associado com Marketing Pessoal.

A arte de encontrar as pessoas corretas e fazer uma abordagem correta é fundamental para acelerar o seu processo de crescimento rumo a seu objetivo. No exemplo dado, qual a categoria de profissionais que poderia ser vital para você? Quem, em sua rede de conhecidos poderia indicar um caminho para você se aproximar desses profissionais? Onde encontra-los? As redes sociais são, hoje, uma grande fonte de pesquisa para conexões. No âmbito profissional, o LinkedIn® é, sem dúvida uma das mais efetivas e muito poderosa, embora outras como o Facebook, Instagram, Twitter, etc também ofereçam boas oportunidades. Entretanto, é preciso muito bom senso e uma boa dose de aconselhamento para as abordagens para não romper o limite entre o networking e a invasão da privacidade, limite tênue e que pode fazer toda a diferença.

Pronto! Dirija-se ao portão de embarque e boa viagem, siga sua carreira! Mas não se esqueça de se manter alerta durante toda a sua viagem contra as armadilhas internas e externas, os riscos, ameaças e, principalmente, contra a presunção, arrogância e auto suficiência!

Luiz Totti

(*) as técnicas e ferramentas citadas nesse artigo são uma pequena amostra do que se aborda durante um processo de Coaching Pessoal e Profissional

Artigo publicado na Revista Universo Corporativo de Janeiro-Fevereiro 2013



Categoria: Gestão de Negócios
Escrito por Luiz Totti às 17h23
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O Quintalão e a Panela

Você já ouviu falar em Quintalão? Esse termo, novo para mim, surgiu em uma conversa filósofo antropológica com nossas amigas do Photobar DT!up em Salto e remete à cultura dos italianos que se instalaram na cidade e construíram a Vila Operária (mais detalhes no site http://www.salto.sp.gov.br/museu/virtual/vila.html). O objetivo dos quintalões era criar um espaço comum para que as famílias convivessem tranquilamente e protegessem sua cultura. Não sou expert no assunto, não pretendo sê-lo e tampouco tirar conclusões sem conhecer os fatos, mas me dou a liberdade de entender que, de forma consciente ou inconsciente, acabavam criando seus núcleos fechados de acordo com suas similaridades e fechando-se a grupos externos que tentassem “invadir” esses Quintalões.

Não pude deixar de pensar, no mesmo instante, no fenômeno “panela” que ocorre na grande maioria das corporações e sobre as similaridades que existem entre os dois conceitos. Se nos Quintalões os italianos se fechavam em seus grupos étnicos, nas empresas os indivíduos acabam se aproximando por critérios nem sempre tão claros e nem sempre com boas intenções. Em ambos os casos os grupos de indivíduos buscam preservar seu espaço e suas ideias, culturas e formam “famílias” maiores e mais complexas, criando um aspecto protecionista e paternalista de preservação mútua.

O ponto em que os fenômenos diferem entre si está em um ponto que eu considero um dos maiores inibidores da motivação: se antigamente, apesar de serem vários (quatro no caso de Salto), os Quintalões tinham um único objetivo, que era desenvolver a Brasital e estabelecer a cultura na comunidade, as “panelas” normalmente possuem ideias conflitantes e objetivos diferentes, o que acaba criando uma dificuldade ainda maior para a Liderança.

Existem várias formas de se lidar com esses grupos que se formam naturalmente e depende muito das circunstâncias em que surgiram e qual a conjuntura atual da empresa. Entretanto, é preciso reconhecer que eles possuem muitas virtudes, força e poder de influência e podem, sim, ser úteis à organização. Cabe ao líder, então, identificar os grupos existentes, suas culturas, personalidades, valores e atitudes e encontrar a melhor forma para quebrar os muros desses “Quintalões” e fazer com que as diversas “panelas” possam, então, aprender umas com as outras, misturar os elementos, formar um conjunto e subir alguns degraus nas escalas do comprometimento e da performance!



Categoria: Administração Geral
Escrito por Luiz Totti às 17h29
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Que Rei sou eu?

Quantas vezes, seja em conversa informal com seus pares, durante processos de entrevistas, bate papo com um novo Diretor de RH não surgiu a pergunta: Qual seu estilo de liderança? Eu sempre respondia imediatamente que eu era um líder democrático, que consultava as bases, etc e tal mas, logo na manhã seguinte já me via chamando a equipe e dizendo o que eles deveriam fazer... non sense? Talvez... mas vamos aos fatos.

Didaticamente existem três tipos de liderança, o Autocrático, o Democrático e o Liberal, como bem descritos pelos maiores gurus da Administração, e quase todos concordando até nas vírgulas sobre suas características, que resumo abaixo:

Líder Autocrático: o líder diz onde se tem que chegar, determina as regras e as faz cumprir, com pouco espaço para diálogos e debates. Segundo os livros, é um estilo que impacta negativamente no espírito da equipe e com níveis muito altos (e parecidos) de produtividade e desmotivação. Já ouvimos boatos de subordinados que toda Sexta Feira acabava no ambulatório com pressão alta e ia embora antes do almoço... algumas vezes, em duplas!

Líder Liberal (Lessez Faire): delegação quase que completa das tarefas, o líder só diz onde tem que chegar e o time faz o resto. É um estilo em que os membros da equipe têm um ótimo relacionamento, de muita confiança e até brincadeiras. Dizem que muitas vezes ninguém sabe nem onde o líder está e, por isso, muita gente aproveitava a Sexta Feira a tarde para ir pescar...

Líder Democrático: o líder diz onde se tem que chegar, mas pergunta à equipe qual o melhor caminho para se chegar lá. Com um líder assim as equipes geralmente produzem bem e felizes, se motivam a participar e os resultados costumam aparecer com mais tranquilidade. Só que não sei se é verdade, mas comentavam por aí que em casos não muito raros, funcionários se frustraram por que o líder não os consultou sobre a cor da gravata que iria utilizar...

Brincadeiras à parte, estudos indicam que o Líder Democrático é o que mais resultados consegue e tem as equipes mais motivadas. Entretanto, eu ando um pouco na contra mão dessa conclusão, principalmente nos dias de hoje em que o ritmo e o senso de urgência estão de uma maneira nunca vista dantes no quartel de Abrantes. Hoje em dia, nesse Novo Mundo, agarrar-se a um único estico é um suicídio lideracional e, por isso, caminho na mesma direção dos que hoje exaltam a Liderança situacional e a Emergente. As duas funcionam muito bem, mas não são, necessariamente, novos estilos de liderança, pois a primeira pressupõe que um Líder encontre o equilíbrio entre os três estilos clássicos dependendo do momento e da equipe e o segundo, ao emergir em situações críticas, necessariamente deverá usar também algum dos 3 estilos, ou os 3 ao mesmo tempo com personagens diferentes. Hoje a urgência substituiu o planejamento em muitos casos, os bombeiros são mais utilizados que os estrategistas e, por essa razão, está havendo um certo abafamento dos talentos que precisarão de muito apoio de seus líderes para estarem prontos quando um novo ciclo se iniciar, e é aí que entra o mais moderno estilo de liderança: o Líder Coach! Que não pode, entretanto, perder o foco no aqui e agora, sendo autocrático, liberal e democrático nas doses corretas.

E assim, amigos, quando hoje te perguntarem “Que Reis és tu?”, responda sem medo de ser feliz: Diz-me quem são meus súditos, que eu os lidero e os desenvolvo!!!



Categoria: Administração Geral
Escrito por Luiz Totti às 21h33
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BRASIL, Sudeste, SALTO, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Gastronomia, Viagens, Cozinhar


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